segunda-feira, 15 de abril de 2013

Anjo do Meu Pecado


Discussões

Angel entrou na sala do homem que pra todos os defeitos era seu pai. Um homem com barba por fazer e cabelos pretos, que só tinha o mundo dos mortos inteiro em suas mãos.
Lúcifer estava sentado em sua cadeira preferida, um trono feito de ossos que reluzia em baixo de suas vestes pretas.
Angel se dirigiu a frente do trono e endireitou a postura, pois sabia que uma discussão estaria a caminho, antes que ela pudesse dizer se quer uma única palavra Lúcifer disse:
­­-O que está fazendo aqui?
  Lúcifer a encarava com um olhar duro e frio, Angel sustentou esse olhar e o devolveu na mesma intensidade.
-Não aguento mais morar nesse inferno
-Nesse, não Angel a pronunciação correta é no inferno.
Ela deixou passar essa, pois estava ali por um motivo e iria ate o fim. Angel não aguentava mais morar naquele lugar escuro, frio, sem emoções onde não tinha nada pra fazer ou ninguém pra conversar.
-Quero ir para a terra... -Angel mal terminou de dizer essas palavras e Lúcifer já se enfureceu.
-Eu faço tudo por você e você me agradece dessa forma - ele teve o cuidado de usar sua pior voz de facete dramático que ele reservava só para quando queria ser sarcástico.
-Lúcifer francamente eu te odeio, você me odeia, pra que fingir que nos gostamos. Não era isso que você queria? Manter-me longe. Ai está sua chance de se livrar de seu querido estorvo.
Essas palavras fizeram Angel se lembrar de que nem sempre fora assim, quando Angel era sua Ange eles faziam tudo juntos, não como um pai normal faz com seus filhos, mas como o senhor do inferno faz com seus escravos. Lúcifer fingia gostar de Angel para poder usar os poderes dela, quando ficava cansado ele chamava Angel e colocava-a para fazer o trabalho sujo. Angel percebeu isso na adolescência e deixou de ser escrava do pai. Mas o coração dela ainda não estava totalmente curado, apesar de ela ser durona, ser odiada e usada pelo pai não é fácil.
-Não, Angel nem que você tenha que ficar trancada por toda a eternidade, você não vai subir a terra, é seu preço por ter nascido. Vai sofrer a eternidade no inferno ao lado de seu pai.
Ele gritava em plenos pulmões, isso fez Angel levar as mãos aos ouvidos para não ter que escutar a irá de Lúcifer, ela não sentia nada por ele, muito menos medo isso é algo que jamais sentirá dele por que é isso que ele quer que todos a sua volta tenham. Medo.
 Angel começou a cantarolar sua canção preferida enquanto ele terminava o discurso que ela não estava nem um pouco interessada em escutar.
Quando ela se preparava para começar outra canção uma Raills chegou. Uma caveira intrigante que Lúcifer jogou um feitiço para que ficasse inteligente vez ou outro Angel dava de cara com elas limpando o castelo.
-Senhor me desculpe interromper, mas tenho um recado- disse a Raills com a voz tremula por ter interrompido seu senhor.
Lúcifer o fuzilou com os olhos, fazendo os ossos da caveira bater um no outro como se ela tivesse tremendo, ele bufou e fez sinal para que ela continuasse.
-Deus chamou o Senhor para um conselho e pediu para que o Senhor levasse sua filha.
-Um conselho. Vou me arrumar e quando chegarmos vai terminar nossa conversa.
-Pai. - ela cuspiu a palavra como se fosse um palavrão.
O coração de Angel batia muito rápido, isso sempre acontecia quando Deus dizia que queria vela, ao contrario de seu pai ele a tratava muito bem e apesar de serem de mundos diferentes eles sempre conversavam bastante.
Angel considerava Deus como se fosse um tio, alguém da família com quem ela sabia que poderia contar a qualquer hora.
Ela se retirou da sala e foi para seu quarto vestir algo, pois ainda estava com seu pijama. Ela procurou dentre todos seus modelos de vestidos, todos na cor preta. Escolheu um dos modelos que mais gostava.
Seu vestido era longo e preto, muito simples, mas nem um pouco formal já que o decote do vestido era bem farto em seus seios.
Depois de vestida ela penteou os cabelos, uma linda cascata negra que lhe descia até a cintura, deu uma ultima olhada no espelho e saiu porta a fora.
Na sala do trono, Lúcifer esperava pela sua filha, muito curioso para saber o que Deus queria com ela.
Quando Angel entrou na sala do pai, esse estava onde ela o havia deixado só que de vez estar usando seu vestido de almas ele usava um terno com riscas de giz que o vazia parecer elegante. Ele se levantou ergueu o braço de uma forma cavalheira e quando Angel tocou seu braço... Foi tudo tão rápido.


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